O grupo retorna ao estúdio após 22 anos, em um trabalho que transforma em música os poemas de Pedro Osmar escritos após a partida de sua mãe, dona Isabel.
Fundado em 1974 pelos irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, o Jaguaribe Carne consolidou-se como um dos grupos mais inventivos do Brasil, rompendo fronteiras entre música popular nordestina, poesia sonora e experimentação de vanguarda. Sua trajetória como coletivo de “guerrilha cultural” influenciou gerações e deixou marcas em movimentos como o Musiclube da Paraíba e o Projeto Fala Bairro.
Com Isabel, Sete Cirandas Negras e Um Apito, o grupo retorna ao estúdio após 22 anos, em um trabalho que transforma em música os poemas de Pedro Osmar escritos após a partida de sua mãe, dona Isabel. São sete faixas que entrelaçam cirandas, coco de roda e memórias familiares, evocando tradições afetivas do bairro Jaguaribe em diálogo com a estética ousada do grupo.
O resultado é um álbum de grande força poética e simbólica, que reafirma o Jaguaribe Carne como guardião da experimentação enraizada na cultura popular. Ao mesmo tempo íntimo e coletivo, o disco ressoa como um ritual de memória, resistência e celebração da vida.